projeto para calçada/oficina de calçada
o projeto icônico de calçada de são paulo que conhecemos foi criado em 1966 pela então desenhista da secretaria de obras da prefeitura de são paulo, mirthes dos santos pinto. mirthes submeteu o projeto em um concurso promovido pelo prefeito faria lima, em 1966, para a escolha de um padrão de calçadas para a cidade. os quatro finalistas tiveram seus projetos implantados na rua da consolação para fins de avaliação do júri. no entanto só conhecemos o trabalho vencedor. é difícil não pensar que a calçada e seu padrão geométrico tenha sido uma resposta paulista (e sob influência do movimento concreto) ao desenho ondulado e orgânico de calçada de copacabana de burle marx.
em 2014 fui convidado pela galeria emma thomas para a realização desta instalação em que utilizei os mesmos três módulos de ladrilho hidráulico (preto, branco e meio preto, meio branco) para compor um arranjo que também segue a lógica construtiva da proposta original e que se conecta com o urbanismo rodoviarista característico das principais cidade brasileiras.
a oficina surge a partir do desejo de partilhar a experiência construtiva do trabalho feito na galeria e da vontade de preencher o vazio da memória deixada pelos outros projetos não escolhidos (não consegui encontrar imagens dos outros finalistas em acervos públicos).
primeiro as pessoas são convidadas a esboçar uma ideia no papel quadriculado. em seguida, cada participante utiliza pequenos ladrilhos de mdf para testar as possibilidades de execução do seu desenho. depois é organizada a escolha coletiva do projeto mais interessante que será montado por todos com os ladrilhos originais. as oficinas foram realizadas no museu da casa brasileira, na fundação emma klabin, na escola móbile e em 2018, no circuito sesc de artes ela foi realizada em nove cidades do interior do estado de são paulo.










